01/07/2026
18:36
Por meio de visitas de porta em porta, a Busca Ativa identificou famílias em situação de vulnerabilidade no Vergel do Lago, em Maceió, oferecendo orientações, encaminhamentos e apoio para ampliar o acesso a serviços e políticas públicas.
Iniciativa articulou diferentes secretarias estaduais para fortalecer o acesso da população a serviços e políticas públicas.
Governo do Estado e ONU-Habitat atuam em parceria no âmbito do Visão Alagoas 2030 para apoiar o projeto Coração Social que implementa a Busca Ativa na região.
Legenda: Equipes do Governo de Alagoas e do ONU-Habitat realizam visitas domiciliares durante ação de devolutiva da Busca Ativa no Vergel do Lago, em Maceió (AL). Foto: © Adônis Matos/ONU-Habitat.
A Busca Ativa realizada no bairro Vergel do Lago, em Maceió, realizou a identificação de famílias em situação de vulnerabilidade e colaborou com ações de devolutiva conduzidas pelo Governo de Alagoas, com apoio do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). A iniciativa articulou diferentes secretarias estaduais para aproximar serviços públicos das demandas identificadas durante o mapeamento e ampliar o acesso da população a direitos.
Depois de visitar as famílias e identificar suas principais necessidades, as equipes retornaram ao Vergel do Lago para orientar moradores, atualizar informações e aproximar a população de serviços e políticas públicas oferecidos pelo Governo de Alagoas. As ações, realizadas entre abril e junho de 2026, ajudaram a conectar as demandas identificadas durante a pesquisa às respostas dos diferentes órgãos estaduais.
Legenda: Profissionais realizam atendimento e coleta de informações para emissão de documentos destinados a pessoas com deficiência. Foto: © Adônis Matos/ONU-Habitat.
Ações integradas – A equipe apoiou ações conduzidas por diferentes secretarias estaduais, fortalecendo a conexão entre os dados produzidos e a atuação do Estado no território. Entre elas estiveram atividades realizadas em parceria com a Secretaria de Estado da Primeira Infância (SECRIA), a Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (SECDEF), a Secretaria de Estado da Saúde (SESAU) e a Secretaria de Estado da Educação (SEDUC). Um dos destaques foi a ação em parceria com a SECDEF e a SESAU para apoiar pessoas com deficiência e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na emissão de documentos essenciais.
Durante as visitas domiciliares, foram atualizadas informações cadastrais e realizada a coleta de sangue necessária para emissão da Carteira da Pessoa com Deficiência e da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA). Esses documentos garantem acesso a direitos, benefícios, prioridades de atendimento e outras políticas públicas destinadas a esses públicos.
Para Marcelo da Silva, pessoa com deficiência acompanhada durante a iniciativa, o retorno da equipe do ONU-Habitat representou a possibilidade de acessar um serviço sem precisar se deslocar até um equipamento público. Com o atendimento realizado em sua residência, a ação levou as equipes técnicas até as famílias, reduzindo barreiras de acesso e facilitando o encaminhamento para a emissão da documentação.
“Quando eles voltaram à minha casa, eu percebi que a pesquisa não tinha ficado só no papel. Recebi orientações, fui informado sobre meus direitos e consegui dar andamento a um processo que sozinho seria muito mais difícil. Isso faz diferença para quem precisa desses serviços.”
Legenda: Visitas apoiam o encaminhamento de famílias para políticas públicas e serviços estaduais no bairro do Vergel do Lago, em Maceió (AL). Foto: © Adônis Matos/ONU-Habitat.
Dados que apoiam políticas públicas – As informações produzidas durante a Busca Ativa orientaram as ações realizadas no território e apoiaram a definição das prioridades de atendimento. A metodologia utiliza o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) para analisar diferentes dimensões da vulnerabilidade, como saúde, educação e padrão de vida, contribuindo para uma compreensão mais ampla das necessidades das famílias e para o planejamento integrado das políticas públicas.
Para o secretário especial de Planejamento, Orçamento e Governo Digital de Alagoas, Phelipe Vargas, o trabalho realizado contribui para ampliar o conhecimento sobre as necessidades da população e fortalecer o planejamento das ações governamentais.
“A Busca Ativa permitiu construir uma base consistente de informações sobre a realidade das famílias do território. Esses dados ampliam nossa capacidade de compreender vulnerabilidades, identificar prioridades e qualificar o planejamento das ações governamentais. O trabalho desenvolvido fortalece a integração entre diferentes áreas do Estado e contribui para uma atuação mais alinhada às necessidades da população”, destaca.
Legenda: Profissionais realizam atendimento e coleta de informações necessárias para a emissão de documentos destinados a pessoas com TEA. Foto: © Adônis Matos/ONU-Habitat.
Com a conclusão da etapa inicial de devolutiva, encerra-se a implementação da Busca Ativa no território com apoio do ONU-Habitat. Os dados produzidos ao longo de um ano de campo serão sistematizados e analisados para ampliar o conhecimento sobre a realidade social local, identificar padrões de vulnerabilidade e apoiar o planejamento e a implementação contínuo de políticas públicas.
Segundo a coordenadora do Visão Alagoas 2030, Paula Zacarias, a principal contribuição da iniciativa está na capacidade de transformar os dados em evidências para a tomada de decisão.
“A Busca Ativa fortalece a produção de dados qualificados sobre o território e permite compreender quem são as pessoas que ainda enfrentam barreiras de acesso a direitos e serviços públicos. A etapa inicial de devolutiva representa um passo importante para conectar essas informações à atuação governamental e apoiar a continuidade das ações para as famílias identificadas. A sistematização dessas informações contribuirá para apoiar o planejamento governamental e a construção de respostas mais inclusivas, alinhadas ao compromisso de não deixar ninguém e nenhum lugar para trás."
A experiência desenvolvida no Vergel do Lago deixa como legado uma base de dados consolidada, uma estratégia de atuação integrada e um modelo de articulação intersetorial que poderá apoiar o fortalecimento das políticas públicas estaduais destinadas às populações em situação de maior vulnerabilidade.
Contato para imprensa:
Adônis Matos (adonis.matos@un.org)
Aléxia Saraiva (alexia.saraiva@un.org)